sábado, 21 de novembro de 2009

Hola!

Buenas!

Quanto tempo... Faz tempo que não escrevo, mas ando um pouco ocupada com as entregas de projeto da escola...

Enfim, o mais importante que aconteceu comigo desde o meu último post foi a ida para a Itália! Ueba!

A Itália é ma-ra-vi-lho-sa!

Roma é um pouco bagunçada (não existem faróis de pedestre, mesmo nas GRANDES avenidas, vc simplesmente VAI!), há ruínas romanas por toda a parte (toda parte mesmo!). O Colisseo é simplesmente lindo, apesar da parte de dentro ser um pouco decepcionante...

Ao contrário do Pantheon, que por fora vc não dá nada, mas quando você entra... é outra coisa, goosebumps!

Do Vaticano, eu acho que esperava que a Praça São Pedro uma coisa mega gigante e, nesse ponto eu me decepcionei um pouco, mas não se pode negar que ela é linda. Por outro lado, a basílica de São Pedro é, gigantescamente grande! E linda. Mas não é nada comparada com a Capela Sistina: pequena, com um pé-direito enorme e aquele teto inacreditável!

Mas acho que o que eu gostei mais de Roma foi a fonte de Trevi. Linda!

4 horinhas intermináveis de trem, chegamos à Florença. Pra mim, muito mais Itália: ruazinhas estreitas, fartura na comida...

Michelângelo, Leonardo, Donatello e Rafael, todas as tartarugas ninjas, por toda a parte! (É verdade que Rafael atuou mais em Roma, mas Michelângelo é o mascote de Florença...). Uma cidade que vive de arte. Tudo!

Santa Maria dei Fiori é seria só uma catedral se não fosse pelo Duomo perfeito de Brunelleschi, que é... perfeito!

Mas o top 1 Florença é, sem dúvida, o Davi de Michelângelo! É impressionante os detalhes impressos na pedra: músculos, veias...

Mas não consegui ver a Biblioteca Laurenciana, que estava fechada quando chegamos (Thaís e eu) lá. :(

Mas joguei moedinhas nas fontes, o que indica que voltarei para a Itália para vê-la! :P

Bom, é isso.

Semana que vem vou pra Dublin, e, na próxima, pra São Paulo (a melhor cidade do mundo!)

Saudade de todos!

P.S.: Vejam as fotos, eu as posto, diferentemente dos posts, regularmente!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Parque Asterix!

Olá!

Hoje eu fui no parque do Asterix. Vocês podem ver as fotos lá na sessão de fotos.

O parque é bem legal, mas não é aquela mega produção hollywoodiana que é a Disney, mas tem montanhas russas legais, uma com vários loopings seguidos que você sai até meio tonto, uma montanha russa de madeira animal, muito melhor que a que eu fui no Busch Gardens (que dava uma baita de um medo de cair do carrinho!).

Tem também brinquedos que eu nunca tinha visto antes, como uma montanha russa sem trilhos e os vagões tem rodinhas e vão rolando em uma espécie de tubo. Bem legal!

O resto é mais do mesmo: brinquedos aquáticos de boias que giram, toras que caem, shows com golfinhos, casas com formatos temáticos...

O mais decepcionante do parque foi o barco viking, que eu imaginava que ia ter um talento, mas era igual a todos os outros e sem ficar de ponta cabeça!

O parque estava cheio (de crianças mal educadas que ficavam ora furando fila ora empurrando na fila), apesar do frio, mas imagino, pelo tamanho das filas previstas, que no verão encha MUITO mais.

De qualquer maneira, no conjunto da obra eu achei o parque divertido.
Prêmio para os atores-monstro do Halloween que não riem quando as pessoas saem gritando de medo ou que as perseguem quando elas saem correndo! Hehehe...

Bom, é isso.

De resto tudo anda meio parado. Temos trabalho atrás de trabalho pra fazer, então não sobra muito tempo para a parte turística da coisa.

MAS, semana que vem, que tem um feriadinho, estou embarcando para a Itália, para conhecer Roma e Florença! Vai ser tudo!

E no final do mês vou pra Dublin, conhecer a fábrica da Guiness e o que quer mais que se tenha lá pra conhecer! Hurray!

Beijos para todos. Estou morrendo de saudade.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ai ai ai... que preguiça!

Buenas!

Faz um bom tempo que eu não escrevo, não? É que sempre bate aquela preguicinha...
Sejamos sucintos então:

1) Meu cartão do HSBC foi bloqueado -- como se eu já tivesse pepinos o suficiente! --. Mas se tudo se passar como esperado, o novo cartão deve estar para chegar já.

2) O fio do modem da minha suposta internet queimou. Então, eu não tenho como saber se ela está ou não funcionando... Mas, novamente, um fio novo deve estar já para chegar. Por enquanto, vou pegando os wifi gratuitos... :P

3) Fui assistir França x Áustria, pelas eliminatórias da Copa e foi terrívelmente terrível! Jogo chato e bizarro (para vcs terem uma noção: o goleiro austríaco foi substituído e o substituto pegou a bola com a mão fora da grande área; pênalti mega roubado para a França e um frio de 3°C!)

4) Fui assistir também ao musical "Mozart - L'Opéra rock" e, apesar dos cantores homens serem todos meio emos, eu gostei bastante. Muito bem produzido, músicas cativantes, cenário e figurinos lindos. Quanto à história, achei que ficou um pouco mal contado. Somente as pessoas que conhecem a história dele conseguem entender exatamente o decorrer dos eventos. Mas, mesmo assim, recomendo, após ler o artigo na Wikipedia.

5) Comprei passagens para ir para Roma durante um feriado que vai ter aqui no dia 11 de novembro! Estamos pensando (eu e Thais) em fazer Roma, Nápoles e Florença. Mal posso esperar!

6) Fui no Outlet de Paris. Muitas lojas bacanas e chiquérrimas: D&G, Diesel, Polo, Tommy, Nike, Puma, Armani, Givenchy, etc. Para as marcas de alta costura, apesar dos descontos serem bons, os preços ainda são MUITO salgados para nossos paladares brasileiros... :P

7) Fui conhecer o Museu da guerra e o Museu Rodin. O primeiro, pelo menos a parte que eu vi (referente à 1ª e 2ª guerra mundial), só tinha uniforme para se ver... O segundo, apesar de pequeno, muito bom. Adorei. Rodin realmente era um cara talentoso! Vocês precisavam ver as cabeças representando alguns sentimentos...

8) Compramos ingressos para ir no parque do Asterix no dia 29. E parece que vai ser bem legal porque estamos em época de halloween!

E acho que é tudo.
Vou me forçar a escrever mais vezes!

Estou com saudades de todos.

sábado, 10 de outubro de 2009

Primeiros pepinos

Tendo as aulas começado, surgiram os primeiro pepinos aqui.

O pepino no. 1 é a nossa matéria de projeto, que temos que estudar uma área perto de Paris, chamada Vitry-sur-Seine. É uma cidadezinha que conurbou com Paris, mas bem furrequinha, e o pior, fica fora das zonas permitidas pelo meu cartão do metrô. OU SEJA, 4,50€ todas as vezes que nós vamos lá visitar o lugarzinho... Coloquei algumas fotos do lugar, para vocês terem uma idéia...

Mas o pior de tudo é ter que fazer maquetes e mais maquetes e mais maquetes! Comprando material em euro, tendo que ser em papel pluma pq era impossível fazer as casinhas em paraná na escala de 1/2000!

Enfim, pepino!

E o pepino no. 2 é que o meu cartão foi bloqueado. Sabe-se lá por quê!
Depois de um pequeno desespero, troquei uns dólares para passar o final de semana (já que aqui nada abre, principalmente os bancos). Mas, parece que vai dar tudo certo. Mas vou ter que ficar indo em uma agência HSBC para sacar dinheiro até que chegue o novo cartão. PEPINAÇO!

Falemos de coisas felizes:

Comprei um ingresso para assistir o musical do momento aqui. Chama-se Mozart – L’opéra rock. Como eu já disse, é um musical, baseado na vida de Mozart que, na opinião do autor da peça, foi o primeiro rock star da história.

Parece ser bem legal. Só tenho que torcer para entender alguma coisa, já que é tudo em francês! :P

E é isso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Paris pacífica e Paris fedida!

Quarta passada, eu fui ao monumento à paz, composta de uma coleção das pinturas de ninféias de Monet. Fica no musée de l’orangerie (onde, antigamente, era realmente um pomar de laranjeiras) e é impressionantemente lindo.

O melhor de tudo é que nós fomos ao museu em horário de aula porque a professora não tinha mais papel para nos dar. Então, o que se faz? Vai ao museu, ver Monet, Picasso, Van Gogh!

E essa, minha gente, é a diferença entre São Paulo e Paris!

Por outro lado, segunda feira, eu fui conhecer os esgotos de Paris.

O que eu achei? Uma bosta! (rsrsrsrs)

A verdade é que é um lugar, fedido, sujo, cheio de teias de aranha, canos imensos no teto que ficam pingando (urgh!) e com absolutamente nada de interessante. Até porque o cheiro incomoda tanto que tudo o que se consegue pensar é em sair logo de lá.

Realmente não vale o título de atração turística de Paris. Muito menos os 3,50€ que se tem que pagar para entrar (e isso com tarifa reduzida!)

Para amenizar o nosso lado, tinha lá também um grupo de turistas franceses, com um guia que explicava o processo todo...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Uma mineira e mais cariocas!

Ontem, conheci mais brasileiros. Eu não estou brincando quando eu falo que aqui tem mais brasileiro que francês.

A Roberta (A.K.A. a gaúcha lá de La Villette) me convidou para ir almoçar na casa dela. Assim, pude conhecer as meninas que moram com ela: Milena, Monique (cariocas fluminensas gêmeas) e Cristiane (mineira de La Fayette).

As cariocas, super alto astral, adoram orientais em geral, com preferência pelos coreanos (weird, I know) e a mineira com o sotaque mais fofo da paróquia, com direito ao famoso “óia”.

Ontem, Nuit blanche (noite branca), é uma noite que a maioria dos prédios públicos ficam iluminados durante a madrugada e tem algumas obras de arte e/ou performances espalhados pela cidade. Por exemplo, nos Jardins do Luxembourg, eles penduraram uma bola GIGANTE de espelhos, transformando o parque numa mega discoteca...

Pena que bem nessa noite, a mineira combinou com um amigo dela de La Fayette dele mostrar a cidade para todo mundo. Então, enquanto as coisas bacanudas aconteciam, eu estava ou massarocada dentro de um clio com mais 5 pessoas, ou estava num barzinho chamado “Favela Chic”, point dito brasileiro por aqui, que toca salsa e funk velho, com um pessoalzinho bem esquisito dentro.

De qualquer maneira, foi divertido ver a falta de ginga dos franceses e o excesso de rebolado de outros. Além disso, tiramos fotos na frente do Ritz da Place Vendôme. Muito chique. :P

Enfim, tendo achado duas fanáticas por futebol, comprei ingressos para “a partida do século”, França x Áustria, pelas eliminatórias da Copa. 10€. SENSACIONAL!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Primeiras aulas!

Ontem tive a oportunidade de ir à minha primeira aula na França!
Era uma aula que versava sobre hospitais, mas o professor não falou muito sobre isso, ele ficou falando sobre o sistema de classificação de professores públicos ao longo dos anos na França... Pareceu ser bem complicado...

Ele estudou na escola de Belas Artes e ele disse que teve que assistir uma aula de anatomia com os estudantes de medicina... Bizarro!

Enfim, tinha 9 pessoas na sala, mas todos pareciam que faziam a matéria porque conheciam o professor, inclusive um moço mala que o interrompia frequentemente. Houve uma vez que o professor ia começar a falar e ele disse:

“Mas eu ainda não acabei!”

Hehehe, mas parece que ele é “brother” do professor. E eu já tinha ouvido falar que os professores de La Villette são bem acessíveis.

O professor também contou uma história sobre uma brasileira bonita que ele conheceu, e no final ele fez alguma piadinha que eu não peguei :P

De qualquer maneira, me parece ser bem verdade essa história dos professores acessíveis, pois fui andando para o metrô batendo um papo com o professor, por sinal italiano, e um menino francês, nascido na Argéria (colônia francesa). E o professor me pareceu bem popular entre os alunos...

Hoje, fui a minha primeira aula de pintura, cujo objetivo é aprender a usar a cor (sim, parece ser bem interessante!). E foi bem primária, a professora parece que manja bastante. Mas é o dia inteiro. Por sorte, a pessoa responsável pela sala onde ficam guardados os papéis deu um gato e nós fomos liberados a tarde para ir ao Musée d’Orangerie, ver as ninféias do Monet.

Durante o horário do almoço, fui correndo assistir a matéria de transporte, e, apesar do professor pedir um super-hiper-mega trabalho imenso, me pareceu MUITO interessante. Ele falou hoje sobre a cidade e os edifícios públicos.

Fiquei feliz de ter entendido quase tudo o que ele disse.

Já dei um jeito de arranjar um grupo para fazer o hiper trabalho, e adivinhem? A menina é portuguesa!

PERFEITO!

domingo, 27 de setembro de 2009

Olá queridos!

Faz um tempinho que eu não escrevo, né?
Muitas coisas burocráticas na inscrição da escola. Aqui, para aqueles que acham que a França é primeiro mundo, a inscrição para as matérias é feita através de uma folhinha, para as matérias de projeto e em uma sala com computadores para as demais matérias.

NOTEM: 1 sala de computadores para TODOS os alunos!

Não fazer a inscrição pela internet, não você pode fazer quando você quiser durante um certo período, e sim, todo mundo, de uma vez, das 17h30 às 20h! Ou seja, uma eternidade para se inscrever.

Nós, seguindo a sugestão de uma brasileira que estuda em La Villette, mas como estudante normal, sem ser via intercâmbio, demos uma de mongas e fomos embora, com a desculpa do “Ah, eu não sabia” no bolso...

Outra coisa que indica o quanto ultrapassado esses franceses estão é a fixação que eles têm pelo correio.

Eu comprei a minha chave 3G e para cadastrá-la eu precisava pegar uma folhinha que vinha dentro da caixa, preencher, e enviar por correio!

Pra mim eles estão bem atrasadinhos, viu.

Enfim, essa semana descobri que aqui em Paris tem mais cariocas que franceses! Só da UFRJ são 15 neguinhos! Se o Gabi voltou com sotaque chinês, eu vou voltar com o carioca (ARGH!).

Mas eles têm umas gírias muito boas, do tipo “cola na minha goma!”. Hehehe.

Conheci também 4 portuguesas, todas de Lisboa, muito gente boa. Um italiano, de Veneza, que afirmou que o carnaval deles é melhor que o do RIO! Ficamos de ir conferir...

Conheci também, 4 espanholas de Madrid, um mexicano da Cidade do México, que possui incríveis 22 milhões de habitantes (São Paulo tem 11 milhões...), uma marroquina muito boazinha e um peruano.

Quanto a franceses, os que eu conheci eram do grupo de projeto de uma das meninas que eu conheci aqui e eles não são nada simpáticos... Eles fizeram a menina fazer umas pranchas para a apresentação, ela passou a noite inteira fazendo, e eles nem sequer usaram... ¬¬ Muito mala esses franceses!

Bom, minhas aulas começam essa semana e eu vou poder sentir um pouco como são os franceses de La Villette. Peguei uma matéria que mexe com cor que parece ser bem legal.

As cariocas e eu estamos vendo se não vamos para Nice no fim de semana que vem para aproveitar as praias enquanto está quente. Veremos!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Barcelona e muito mais...

Bom, faz bastante tempo que eu não escrevo, né?

Enfim, foram dias muito atribulados, com Gabi's, Pombo's e famílias...

Fiquei em um ritmo alucinado de acordar, sair correndo para encontrar as pessoas, visitar pontos turísticos, voltar para casa, tomar banho e dormir, para no dia seguinte fazer tudo de novo.

Enfim, conheci todos os brasileiros que vão cursar esse ano em La Villette comigo, todos são muito figuras! 2 pessoas da UFRJ, uma menina de Porto Alegre e um menino da PUCCAMP.

Depois disso: Barcelona!
A cidade em si não tem nada demais, os prédios são meio velhos e mal cuidados. MAS, perdidos aqui e ali na cidade tem os prédios do Gaudi... Simplesmente lindos!

(Vejam as fotos lá embaixo em “Fotos de Lari”)

O que eu mais gostei foi do Parc Güell, porque, apesar das partes que tem vegetação serem bem esquisitas e feinhas (nada comparado com o Jardin du Luxembourg), a entrada principal com o dragão e a praça é MARAVILHOSA!

Para comer, menus com 2 ou 3 pratos por 8-11€, muito gostosos e o melhor, com um atendimento quase brasileiro... E uma curiosidade: todos segundos pratos, os que vêm carne, é X (tipo de carne) a milanesa com batata frita. Pelo menos nos lugares que nós fomos.

Para os que ainda vão, fica uma dica: Rita Blue.

É um restaurante/bar bonitinho, com um garçom super gente fina, com uma fajitas bem gostosas! (Mas nada comparado com o do Friday’s... ¬¬)

Adorei o metrô de Barcelona, mega novo e modernoso, com ar condicionado, bastante espaço e com botão para abrir a porta (o que no caso de ter ar condicionado é bem inteligente), ou seja, completamente oposto do que tem aqui em Paris...

O que é verdadeiramente bacana nas cidades aqui da Europa é o fato de ser possível ir até o aeroporto por um meio de transporte público! Prático e barato.

Enfim, de volta a Paris depois da nossa visita relâmpago à Barcelona, encontramos o Pombão, vindo de Hamburgo. Nesse final de semana estava havendo a “26ª journée europeenne”, que, até onde eu pude entender, é quando os prédios públicos que normalmente ficam fechados para os cidadãos comuns, abrem as portas para quem quiser conhecer o prédio.

Então, pudemos entrar na Sorbonne e no Senado. Na Sorbonne, destaque para as paredes com os alunos ilustres como o Lavoisier. No Senado, o que foi impressionante foi uma sala de espera inteira e intensamente decorada: pinturas, esculturas, rococós e muito, muito ouro! Pena que nesse dia eu não levei a minha máquina, mas o Pombo tirou umas fotos, depois eu pego com ele. E como se a sala não fosse impressionante o bastante, ao chegarmos na sala do presidente do senado, o próprio presidente estava lá, cumprimentando as pessoas, dando boas vindas e explicando as coisas para os visitantes! Surreal!

Depois disso, fizemos um “free tour” muito bacana. Ele demora umas 3h30, e fizemos os principais pontos turístico de Paris, tudo a pé. O guia, no nosso caso londrino, fala um pouco sobre ou a história ou uma curiosidade sobre o monumento. E sempre com humor.

Por exemplo, ao passarmos na frente da academia francesa de letras, ele disse que os “imortais” levaram 3 meses para decidir que a palavra “ipod” seria masculina, pois afinal: “it comes in blue, it comes in pink, it has inputs, it has outputs”... rsrsrs

Extremamente recomendo.

No sábado de madrugada, o Gabi voltou para São Paulo. Fui com ele até o aeroporto e foi bem triste a despedida. E que fique aqui o meu protesto: Como pode um aeroporto internacional não ter sequer 1 lojinha que vende comida aberta às 4h30 da manhã?

E então, estou eu aqui, sozinha de novo, esperando minhas aulas começarem para eu ter alguma coisa para fazer.

sábado, 12 de setembro de 2009

Gabi!

Quinta feira, depois de muito esperar, finalmente eu reencontrei o Gabi, aqui em Paris!

Enquanto esperava o pentelhinho chegar, encontrei o Hylian, que estava na Romênia e decidiu dar uma passadinha aqui. Fomos no Louvre e, chegando lá, que notícia mais agradável: eu sou considerada cidadã européia com o meu visto de estudante francês! Sendo assim, eu entro de graça em várias atrações turísticas, o Louvre incluso!

SENSACIONAL!

Tiramos fotos da Notre Dame a noite, da torre eiffel toda iluminada e piscante. Subimos nela, com o vento lascinante, e todos os 30.000 degraus do arco do triunfo. Mas a vista do arco e da torre compensam a subida e os 9,90E... :P

Depois eu posto as fotos bacanudas!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Titre de séjour

Hoje, fui conhecer a cidade universitária parisiense. Para aqueles que não sabem, ela não tem nada a ver com a nossa cidade universitária, ela é composta por várias residências estudantis destinadas aos estudantes e pesquisadores de vários países diferentes, que possuem a sua própria casa lá. Por exemplo, o Brasil, que tem uma casa bem bacana projetada pelo Lúcio Costa e o Le Corbusier.

É um ambiente bem legal, cheio de estudantes por todos os lados.

Não consegui tirar o meu Titre de séjour temporário, porque não tinha todos os documentos necessários.

Mas valeu a viagem. Primeiro porque hoje fez 30 graus na capital francesa, sem nuvens, então foi um dia quente, mas bem bonito. Sem chuvas! E depois porque eu pude ver um trem de 2 andares na estação RER! Acho que são os trens da linha que vai para o aeroporto. Mas achei um barato.

Depois disso, andei atrás de um banco francês, para abrir uma conta, já que parece que é impossível fazer qualquer coisa aqui se você não tiver uma. Não consegui também. Para abrir uma conta para estudante, você tem que fazer o pedido em uma agência perto ou da sua residência ou da sua escola... ¬¬

Comi em um restaurante fast food francês hoje (na verdade não tenho certeza se é realmente francês). Chamava “Quick”. Comi um combinado chamado “Giant” que vinha uma Big Mc (hehe), batatas sem sal (você pega os saches do lado do caixa) e um suco de laranja. E, como esperado, não é igual ao Mc, aliás, o gosto é bem parecido com o dos sanduíches do Bob’s!
A diferença é que o sanduíche vem dentro de um papelão redondinho dentro da caixinha, fazendo com que ele fique inteiro!

Depois, fui procurar uma agência bancária perto da minha escola e aproveitei para dar uma passadinha lá para conhecer. E, vejam bem, está bem caidinho lá. Vejam as fotos que eu tirei. A FAU, além de ser muuuuiiitttooo mais bonita, está melhor conservada. Tudo bem, que ela deve ser mais nova, mas mesmo assim.

Bom, foi isso!

Quinta, o Gabi chega aqui!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Gente esquisita

Hoje, logo que acordei fui ao supermercado, finalmente! Mas tive que ir no mais longe, já que o mais perto, sabe-se lá por que, estava fechado.


Tendo resolvido uns problemas da chave 3G e para a minha ida amanhã na Cité para levar uns papéis da imigração, fui bater na porta ao lado para saber se a pessoa gostaria de dividir a internet dela comigo, segundo a Luana, uma atividade normalmente praticada por aqui. Para a minha surpresa, tive que bater umas 4 vezes até alguém vir abrir a porta e quem está lá? A madame Mim! Oras... era uma velha, gorda, mega esquisita, descabelada, que ficou brava porque eu não consegui explicar direito o que eu queria, e achou que eu tinha vindo reclamar da música árabe que ela fica ouvindo sem parar. Depois de eu dizer que não era sobre a música, ela até tentou abrir um sorriso, disse que não tinha internet e não estava interessada em nada disso.


Fui tentar no apartamento de cima, que pelo lençóis pendurados na janela me indicavam que era alguém jovem que morava lá. Ao bater na porta, ninguém veio atender de novo. Qual será que é o problema das pessoas? Enfim, acabei encontrando um cara que disse que aqui ninguém tem internet.


Isso sem antes ele achar que eu estava querendo alguém para dividir o meu apartamento. Por que que, se eu quisesse dividir o apartamento, eu perguntaria para outra pessoa, na porta da casa dele? Enfim, ele disse que ia ver com um pessoal e que me avisava se conseguisse alguma coisa.


Ele pediu também para eu falar com o meu proprietário para eu passar o apartamento para ele depois que eu sair daqui.

Meio esquisito NINGUÉM ter internet no prédio. Não sei se dá pra acreditar também nesse cidadão. Mas isso torna a minha estadia aqui bem mais difícil.


Enfim, como com tudo isso acabou ficando tarde, nem fui a lugar nenhum hoje. O que foi uma pena, porque está voltando a fazer calor.

De qualquer maneira, amanhã eu vou na cite e aproveitar e dar uma passada em Montmartre, na Place de Vosges e na Place de la Bastille.


Á bientôt!

La Défense e Pompidou

No sábado, combinei de me encontrar com a prima da Maína (moça que trabalha comigo lá no escritório), que mora aqui em Paris.

Como ela mora perto de La Défense, combinamos de nos encontrar por lá. Atenção especial para um trecho da linha do metrô que é elevada, passando por cima do rio, bem bacana. Chegando lá, nem parece essa Paris clássica que eu vi até agora. Lá é mais São Paulo, cheio de prédios altos e espelhados. Segundo a Luana, prima da Maína, lá se concentram todas as grandes empresas da Europa, bem como “o” shopping badalado de Paris: o Les quatre temps.

Depois de várias tentativas de nos reconhecermos, finalmente nos encontramos, e fomos pra casa dela, onde o namorado dela, cujo nome eu não me lembro agora, mas que é do Camarões, estava preparando o almoço. Ela mora em um prédio voltado para estudantes, atrás da faculdade dela: quartos apertadinhos como o meu, mas bem mais baratos!

O almoço foi um prato tipicamente camaronense (?): um tipo de feijão com tomate e especiarias – bem gostoso por sinal – que eu comi com arroz, mas reza a lenda que na verdade se come no meio do pão. Ficamos conversando sobre a vida em Paris e sobre várias coisas, enquanto o namorado dela tentava assistir ao jogo Camarões x Gabão, pelas eliminatórias da Copa, mas o canal ficava saindo do ar.

Enfim, às 18h, ela teve que ir trabalhar, em um supermercado na estação de La Défense mesmo, e combinamos de nos encontrar depois que ela saísse, já que umas amigas dela iam na casa dela bater papo. Enquanto isso, eu fui dar uma olhada no shopping... :P

Ainda bem que tínhamos combinado de nos encontrarmos depois, porque acabei esquecendo o meu celular na casa dela :P

Enfim, o shopping é bem bacana, no estilo do que temos no Brasil, mas bem confuso, com corredores saindo para todos os lados. E estava LOTADO! Talvez porque estivesse tendo uma liquidação de volta às aulas, talvez porque fosse sábado, ou talvez porque seja sempre cheio mesmo. Zara, Zara Home, Sephora, Pimkie (que tem umas roupas bem bacanas por preços tem acessíveis), L’Occitane, C&A, um supermercado e um complexo de cinema entre muuuuitas outras lojas.

O banheiro de shopping mais sujo que eu já vi. E além de sujo, cheio. Talvez porque 2 das 4 cabines estivesse quebradas. Mas enfim. Talvez seja melhor mesmo mijar em corredores :P

Por falar nisso, descobri que os banheiros espalhados na rua são gratuitos, o que torna essa atitude ainda mais inaceitável. Hoje eu vi uma menininha chinesa mijando no meio de La Défense. Parece que talvez seja alguma coisa tradicional...

Encontrando a Luana na frente de onde ela trabalha, afinal, ela tinha ficado de me ligar e eu não tinha o meu celular, e fomos, junto com uma amiga dela, a Véronique, até a casa dela. A Véronique nasceu na Ilha da Reunião, ou coisa parecida, que é uma colônia francesa no sul da África, perto de Madagascar. Os pais dela moram no sul da França, mais precisamente em Toulouse. E ela é uma figura!
Juntou-se a nós mais tarde uma outra amiga da Luana, chinesa, cujo nome me escapa também, mas algo como Xiu Xi, Xiu Li, sei lá, mas que mora lá no prédio também, e não fala muito bem francês.

Essa amiga chinesa, disse que os chineses fizeram uma carteirinha de fidelidade no cinema, e que todos usam a mesma, e ninguém percebe que não é a mesma pessoa! :P

Enfim, e isso foi o sábado.

No domingo, tudo fecha. Supermercados, lojas, farmácias. Tudo. Então, eu que tinha que comprar umas coisas aqui pra casa, bem, não consegui.

Decidi então ir para o centro, porque lá deve ter alguma coisa aberta. Aproveitei a saída e fui conhecer o Georges Pompidou. Bem bacana, e bem esquisito com todos aqueles canos :P
Na praça logo em frente, um aglomerado de gente. Sentada, de pé olhando uns caras fazerem grandes bolhas de sabão, ou um outro grupo fazendo uma apresentação de truques, acho, ao vivo. Comi meu sanduíche sentada na praça, como todo mundo, e depois fui dar uma volta.

Acabei chegando em Châtelet-Les Halles. Onde tem o Fórum Les Halles, que é um tipo de um shopping. Decidi que iria no cinema, já que não tinha outra coisa para fazer. Mas, aparentemente, todo mundo teve a mesma idéia, o que me fez desistir de ir. Dei mais umas voltas, andei pela Rue du Rivoli, do lado do Louvre, ontem tem bastantes lojas conhecidas, e acabei encontrando um grupo de brasileiros, pelo sotaque, gaúchos, todos vestidos socialmente, perdidos para uma recepção de casamentos. Emprestei o meu mapa, mas eles acabaram decidindo pegar um táxi.

Enfim, estando realmente tudo fechado, voltei pra casa e assisti Missão Impossível 3 na tv. Impossível mesmo é entender essa porcaria desse francês! Hehe.

E foi isso.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Mais um dia de passeio

Missão de hoje: comprar uma chave 3G, ver a Pont Neuf, a Notre Dame, vista apenas de relance, o Panthéon e os Jardins du Luxembourg.

Para encurtar a história, eu consegui comprar a chave 3G. Mas tive que ir a 2 lojas da Orange Telecom, porque na primeira eles não tinham mais, e ficar esperando MUITO tempo para ser atendida. Enfim, o pior de tudo é que no livrinho de propaganda dizia: de 20min a 24h, custando de 3€ a 12€, e, apesar de isso ser verdade, 24h não correspondem 24h use quando quiser, e sim a 24h seguidas de uso. Tudo acabou de ficar bem mais caro.


Bom, o jeito é abusar da internet na escola, que eu espero que tenha, e usar a chavinha apenas para o Skype.


Enfim, saindo da loja, em direção à Pont Neuf. E então, a chuva. Ô cidadezinha que chove. E nem para chover direito, como no Brasil. Chove um pouquinho e pára. Chove mais um pouquinho e pára. Argh!


A Pont Neuf é, nhé, uma ponte. Bonita, sim. Mas nada de extraordinário comparado com o que Paris tem a oferecer. Ela tem umas reentrâncias para você poder apreciar a paisagem, essa sim extraordinária.


Saindo de lá, com um vento gelado batendo na cara e, adivinhem, a chuvinha pentelha, fui andando pelas margens do Sena (passando frio, já que, tendo o dia amanhecido ensolarado, saí só de moleton...) até chegar na Notre Dame.


As laterais da Notre Dame ficam encolhidinhas entre um monte de lojas de souvenirs, todas vendendo as mesmas camisetas, os mesmos guarda-chuvas, os mesmo cachecóis. E no fundo, um jardinzinho que não é permitido cachorros, mesmo que com coleiras. Bom, pelo menos não se economizou espaço na praça que dá para a fachada principal, até porque não caberiam todos os turistas que foram lá para tirar fotos... hehe...


A verdade é que a igreja, majestosa por si própria, não precisa de mais espaço, já que ofusca todo o entorno...


Enfim, saindo de Notre Dame, passei pela Sorbonne, e fui direto para o Panthéon. Fica em uma praça onde também fica a entrada da Faculdade de Direito da Universidade de Paris (a SANFRANcesa... :P) e a Prefeitura do 5º Arrondissement. O grande trunfo do Panthéon, além do tal pêndulo de Foucault, são os ilustres ali enterrados: Victor Hugo, Voltaire, Rousseau, entre outros que os livrinhos não falam...


Como podem ver, eu não entrei, porque não sei se o Gabriel pentelhão vai querer ir ver também, então achei melhor esperar para não pagar 2 vezes. Achei um absurdo os estudantes da União Européia não pagarem nada para entrar. Que fique aqui registrado o meu protesto!


Os Jardins du Luxembourg são LINDÍSSIMOS. São suscintos, mas super bem cuidados, e lindos. Não há o que dizer.


Cansada e com frio, decidi me sentar um pouco, apreciar a paisagem e ler ao sol, para ver se esquentava um pouco. Quando de repente me chegar um senhor e puxa conversa. Ficamos um tempão “conversando”. Digo, ele falando francês e eu o assassinando.


Enfim, ele se chamava Florentino, e, apesar de morar a vários anos em Paris, nasceu na Galícia, Espanha. Ele, claro, perguntou se eu era japonesa e ficou surpreso ao saber que eu era brasileira. Discutimos sobre o quanto o Rio e o Brasil em geral são perigosos e como a França só passa essa idéia de que lá ocorrem roubos, drogas e tudo o que há de ruim. Enfim, expliquei para ele que tudo isso é verdade, mas que sabendo onde ir e quando ir, que não tinha problema. Ah sim, e pra nunca se ir sozinho. E que as praias são muito bonitas.


Ele falou que o Brasil, na França, é conhecido pelas mulheres bonitas, Rio de Janeiro e Carnaval. Nada de inesperado.


Ele pareceu não compreender que nem o Rio e nem São Paulo sejam a capital do Brasil, e sim Brasília, que imagino que ele nunca tenha ouvido falar...

Enfim, discutimos muitas outras coisas, como a inserção dos negros na França e nos Estados Unidos, de quão seguro é o Japão, sobre literatura, etc. Eu até deixei recomendado o Machado e o Jorge Amado, uma vez que tudo o que ele tinha ouvido falar em literatura brasileira era o Paulo Coelho, que por sinal, segundo ele é bem famoso na França, e passa bastante tempo na Galícia. Pensando agora com meus botões, deveria ter falado também sobre o Guimarães Rosa, bom, mas agora já foi.


De qualquer maneira, o sol foi indo embora, eu fui ficando com muito frio. O moço me convidou para tomar café, daí eu fiquei com medo e falei que estava com frio, o que não era mentira, e que queria ir pra casa. Foi o que fiz.

Le tour pour la Tour

Hoje fui ao centro ver a famosa Torre Eiffel.


Chegando pela Champ-de-mars, passando pela École Militaire, e a torre é fabulosamente linda. Gigante e imponente. Todo o entorno foi pensando em dar destaque para ela: um jardim simples de grama e alguns pinheiros bregas em frente, para que nada atrapalhe a vista, dois paredões de árvores ao lado, para que a atenção não seja divida com os prédios sensacionais que existem ao lado e, finalmente, ao fundo, podendo ser visto por debaixo da torre, o Palais de Chaillot e o jardins du Trocadero.


Vejam por vocês mesmos nas fotos que eu tirei (ou, para os que puderem, venham ver por si mesmos... hehe).

* Notem que não estava tão cheio para subir na torre...


Aproveitei e dei uma passada no Cite de l’architecture et du Patrimoine, que fica no próprio Palais de Chaillot. Estava tendo uma exposição muito interessante sobre o Grand Pari(s), que é um concurso público francês para um plano de urbanismo para Paris, e outra, não menos interessante, sobre edifícios sustentáveis. Sem falar nas exposições permanentes que tem desde réplicas de fragmentos de edifícios medievais, até maquetes de edifícios modernos.


Perdi um tempão no museu, que é gigante.


Saindo de lá, fui andando até o Arco do Triunfo e não consegui um jeito de atravessar a rua e chegar até o miolinho. Ele, realmente é bem grande, e, esse sim, estava cheio.


Tiradas algumas fotos, próxima parada: Mc Do (da Champs-Elysées, porque se é para farofar, farofemos direito :P)

Simplesmente LOTADO de americanos, que não conseguem comer outra coisa a não ser hambúrgueres e de estrangeiros, que não pode ver algum lugar conhecido que já vão entrando (como eu :P). Comi um pequeno Wrap (muito gostoso por sinal, mas realmente pequeno) e um suco de laranja também pequetito, era muito fofo mesmo. Mas acabou saindo bem barato: 3,65€.


Ao sair do Mc uma surpresa! Uma pequena parada comemorativa de alguma coisa que eu não consegui descobrir, mas um monte de velhinhos simpáticos, todos fardados e com bandeiras francesas (cada uma representando um departamento, não sei se francês ou parisiense). Bem que eu estava vendo uma aglomeração estranha de velhinhos.


Mais uma andadinha na Champs-Elysées, uma abordagem mega estranha de uma chinesa que queria que eu comprasse 2 carteiras da Louis Vuitton para ela, porque, segundo ela, eles não vendem 2 produtos iguais para chineses. Muito estranho. Acabei dando uma de perdida e não ajudei a moça.


Uma passada na Virgin Mega Store, que tem a maior seção de quadrinhos ever, pena que grande parte em francês. Queria ter passado na Nike, mas só lembrei disso depois que já tinha ido embora.


Tendo tentado comprar a minha chave 3G para finalmente poder me conectar à internet na Orange da Champs-Elysées e não ter conseguido (porque a fila estava enorme e parecida que ia demorar), tentei ir em outra loja, dessa vez na Boulevard Haussmann. Também não consegui, porque tinha acabado a tal chave que eu queria.


Enfim, sem desanimar, uma passadinha, só para conhecer, na Galeries Lafayette: enorme e chiquérrima – Gucci aqui, Versace ali, Channel do outro lado, Tom Ford, Louis Vuitton, Cartier! E mais andares e andares de roupas, sapatos, alta costura, tendências, lingeries, etc! E ainda por cima, do outro lado da rua fica a La Fayette Homme e a La Fayette Home. Sensacional.


Mal podendo ficar mais em pé, peguei o primeiro metrô e vim para casa.

Um dia para meditar

Estando quebradíssima das minhas incursões ao centro de Paris, tirei o dia para não fazer nada, saindo apenas no final da tarde, coincidentemente bem na hora da chuva, para ir ao supermercado.


Segue alguns comentários sobre os supermercados franceses:


- Você pode escolher entre carrinhos grandes, naquele esquema de deixar uma moeda para retirar e quando você devolve o carrinho, você pega a moeda de volta, e cestas. A grande sacada é que as cestas, que são grandes até, têm rodinhas! Práticas e fofas!


- O pé de alface é 1,20€ e todos meio muchos. Mas os tomates, são os mais lindos que eu já vi: todos vermelhíssimos e lisíssimos.


- A sessão de queijos é gigante. Macarrão Barilla por 0,95€. Chocolates Lindt por 1,55€. E o suco que eu comprei achando que era de laranja da marca genérica do próprio supermercado (a mais barata, claro), era, na verdade, um suco de laranja, manga e banana, que deve ser umas das piores coisas que eu já tomei.

Paris – 1º dia de verdade

Hoje, após acordar várias vezes durante a noite (2h, 3h, 4h), pensando em acordar umas 9h-10h, acordei ao 12h :( . Estava chovendo.

Enfim, tomei meu mega café da manhã (Honey Nutos fake com leite) e sai para resolver minhas pendências:

1. Comprar a carta do metrô.
2. Comprar um mapa de Paris.
3. Pagar a caução.
4. Comprar um celular e um plano de internet.

Bom, em primeiro lugar, a foto que existe na internet sobre a estação perto da minha casa (Télégrhaphe) e seus milhares de degraus é verdadeira, MAS, ainda bem, existe escada rolante. Enfim, depois de pedir ajuda para comprar o bilhete e não ter sido tratada muito bem pelo cara do metrô, tarefa nº1, ok. Bora para o centro!

Escadas aqui, escadas ali, plaquinhas e propagandas por todo o lado, corredores apertados e paredes revestidas de azulejo de banheiro*, me chega um trenzinho com portas que têm maçaneta! Pra você entrar no vagão, você tem que abrir a porta. Bem esquisito!

A verdade é que o metrô me decepcionou um pouquinho. TODAS as estações são sujas e os vagões, mesmo os novos, são apertados (se sobrarem 5cm entre os joelhos das pessoas sentadas uma em frente da outra é muito, tanto que a maioria das pessoas que sentam no “corredor” sentam com a perna para fora). Alguns lugares têm cheiro de mijo, e, como se o cheiro não bastasse, eu descobri o “por que” da pior maneira: hoje, ao errar a saída do metrô, (logo após ter entrado nele) lá estava um cidadão dando aquela mijada no meio do corredor! E isso é uma coisa que eu não consigo entender! Porque tem banheiros públicos em praticamente em todo lugar e jardins por todo o lado... Completamente desnecessário!

*Das que eu passei hoje, o que não foram muitas se pensarmos na quantidade que Paris tem, as únicas que não tinham azulejo na parede era a Rivoli – Louvre, que é linda (posto uma foto em breve), e outras 2 na linha amarela, que tinham só cimento, porque estão em reforma (para receber o sistema automatizado, vulgo, sem maçaneta).

Em meio à chuva e encontros inusitados, lembrei que não tinha o número da conta bancária do proprietário, e então, fui procurar algum lugar que eu pudesse imprimir do meu e-mail. Passei em uma banca, comprei o mapa (tarefa nº2, ok), e aproveitei para perguntar. Achado o lugar (depois de muitas e muitas voltas), por que essa birra dos franceses em mudarem tudo que é americano? Está todo mundo tão feliz com o teclado QWERTY! Aqui eles usam um teclado que eles chamam de AZERTY: A no lugar no Q, Z no lugar do W, para teclar os números precisa apertar shift, o M fica do lado do Ç... Bizarro!

No final das contas, não consegui pagar a caução. Porque os bancos HSBC não são conectados mundialmente. Tarefa nº3, failed.

Atravessando a rua, loja da Orange (France Telecom), celular pré-pago e 15€ de crédito, sendo 5€ de graça -- ok. Para a internet, era necessário ter uma conta bancária francesa, o que eu não tenho e não estava nos meus planos ter. Nesse caso, a moça da loja sugeriu a chave 3G, mas sai uma fortuna. Estamos procurando alguma alternativa. Então, tarefa nº4, parcialmente ok.

Atravessei a rua de novo, comi um crepe de Nutella numa barraquinha, e fui ao cinema assistir a nova animação do Tim Burton (na verdade ele não é o diretor, e sim o produtor – é por isso que não é stop motion, Gabi), chamada Número 9. Gostei. A história, à la Matrix, conta a luta desses bonequinhos cujos nomes são números contra as máquinas que destruíram os humanos. Não sei quando estréia no Brasil.
Depois disso, decidi ir ver o Louvre, mesmo que só por fora. Chegando lá, perdi um tempão só admirando a saída do metrô. Você sai dentro de um mini shopping, que fica sob o Louvre, com direito a estátuas gregas e muros antigos. Sensacional!

Saindo do mini-shopping, o Louvre, os jardins, arcos, torres e o pôr-do-sol. Sem palavras.

Jardin des Tuilleries:
Detalhe para as cadeiras reclinadas! Fofíssimas!

Obelisco.

Champs – Elysées:
Linda à noite. Tem 2 ZARA’s, uma do lado da outra, com, aparentemente as mesma coisas. Comprei uma bolsa de courinho preta, linda, por 25,95€! De resto, com fome e cansaço, não consegui ver direito. Procurei a próxima estação de metrô e vim para casa.

Amsterdam – Paris

Chegando em Amsterdam, aeroporto lindo, gigante, cheio de esteiras rolantes e lojinhas. Mais 30 minutos na fila para passar na Polícia Federal e imigração. E todo o meu medo de ser deportada por causa do meu visto só me dar direito de entrar na França 3 semanas antes das minhas aulas começarem se provou infundado já que tudo o que me perguntaram foi:


- Qual é o seu destino?

- Paris.

- Você veio aqui a passeio?

- Não, eu vim estudar.

- Por quanto tempo?

- 6 meses.

- Ok.


Conexão para Paris em aviãozinho velhinho, ao lado de 2 orientais que não falavam inglês e nem francês, de maneira que a aeromoça pediu para trocar de lugar com eles para me sentar ao lado da porta de emergência. O que me levou a pensar que: já pensou se essa porta abre do nada?


Enfim, a porta não abriu do nada, nem eu precisei abri-la.


Chegando a Paris, malas chegueis encontradas. Um táxi velho, um motorista solícito, mas molenga, 40€ a menos e eu cheguei à minha humilde habitação pelos próximos 5 meses e 9 dias.


Depois de tocar muito a campainha, o porteiro abriu a porta e me ajudou a levar as malas pra cima, tarefa impossível para mim, como eu pude perceber no final do primeiro lance de escadas. Ao chegar ao meu apartamento propriamente dito, a porta 29, aquele choque: as coisas que eram mostradas nas fotos estavam todas aqui, mas tudo completamente imundo, não sujo tipo você-que-está-exagerando-sua-neurótica sujo, mas sujo bolas-e-mais-bolas-de-poeira-e-cabelo-por-todo-lado sujo! Depois do pequeno desespero inicial, de estar sozinha, de não dominar a língua e de estar tudo sujo. Saí para comprar alguma coisa para comer e algum produto de limpeza.


Comi um sandubão de queijo na esquina e fiquei a vida passar. Não entendi qual é a graça, mas vou tentar de novo. Mas pude reparar é que não existem Honda’s por aqui e que a traseira do Peugeot 207 é diferente da nossa. Aqui eles usam e abusam dos carrinhos: Smart, 107, Cinquecento, Mini Cooper, C1, C2, Yaris, entre outros. Bacana.


Andei, me perdi, lembrei que nos supermercados daqui não têm saquinhos plásticos, voltei para casa para pegar a minha sacola, saí de novo, comprei algumas coisas, me perdi de novo, cheguei em casa, limpei tudo praticamente como o Howard Hughes faria, desarrumei as malas e, finalmente, fui dormir. Ufa. Tentei, na verdade, porque estava tendo uma festa de aniversário na casa ao lado. E eles cantaram parabéns em francês, inglês e algum tio mala tentou começar a cantar em espanhol.

São Paulo - Amsterdam

Embarquei às 17h40. Triste despedida da família. 30 minutos para passar pela Polícia Federal, nem consegui ver o Free Shop, entrei direto no avião. Nós saímos atrasados, porque ficamos esperando 7 pessoas, que provavelmente estavam no free shop ... ¬¬

No vôo, sentei do lado de uma casal de brasileiros que estava indo para Lisboa encontrar a filha deles, casada com um alemão, que mora lá a 6 anos. Muito simpáticos. Não falavam nada de inglês, então fiquei traduzindo o que era dito no vôo para eles. Eles me contaram que a programação deles era pegar um CARRO e ir para Dubai! O cara disse que são mais ou menos 2.800km (São Paulo – Paris = 10.000km aprox.). Insano! Mas deve ser animal!

Bom, o avião, novíssimo e sensacional, tinha telinhas com controle remoto para cada um, com uma ótima e diversificada seleção de filmes, séries, jogos, desenhos. Assisti “O Solista” com o Jamie Foxx e o Robert Downey Jr. – nhé –, “17 outra vez” com o Zac Effron – tem seus momentos engraçados e seus músculos definidos, mas não está nem perto de ser um “Click” –, um episódio de Malcom e um de House (4ª temporada).

Jantar feito pela chef do Tordesilhas. Taboule, bolo de banana, purê de batata e carne de panela com legumes. Muito bom. Café da manhã, terrível: frutas verdes ou amassadas, uma torta de ovo com pimentão (passata?) iogurte e um bombocado mega doce.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dia -3: Testando...

Testando o blog, meu mais novo e fiel companheiro nos próximos meses.
Hoje: um dia mega corrido:
1) Almoço com a Lú, com várias dicas excelentes sobre Paris
2) Sessão de tortura no dentista (pq aquelas máquinas têm que fazer aquele barulho?)
3) Jantar com a Bá e a Ana no Joakin's
4) "Inimigos Públicos" com a Coxa (agora de volta à ativa!), Bá e Ana.

--> Sobre o filme: nhéé, poderia ter menos cenas de tiroteio. It was kinda boring... ¬¬

Passagem, ok.
Apartamento, ok.
Medinho, ok.
Mala, err, ainda não :P