Missão de hoje: comprar uma chave 3G, ver a Pont Neuf, a Notre Dame, vista apenas de relance, o Panthéon e os Jardins du Luxembourg.
Para encurtar a história, eu consegui comprar a chave 3G. Mas tive que ir a 2 lojas da Orange Telecom, porque na primeira eles não tinham mais, e ficar esperando MUITO tempo para ser atendida. Enfim, o pior de tudo é que no livrinho de propaganda dizia: de 20min a 24h, custando de 3€ a 12€, e, apesar de isso ser verdade, 24h não correspondem 24h use quando quiser, e sim a 24h seguidas de uso. Tudo acabou de ficar bem mais caro.
Bom, o jeito é abusar da internet na escola, que eu espero que tenha, e usar a chavinha apenas para o Skype.
Enfim, saindo da loja, em direção à Pont Neuf. E então, a chuva. Ô cidadezinha que chove. E nem para chover direito, como no Brasil. Chove um pouquinho e pára. Chove mais um pouquinho e pára. Argh!
A Pont Neuf é, nhé, uma ponte. Bonita, sim. Mas nada de extraordinário comparado com o que Paris tem a oferecer. Ela tem umas reentrâncias para você poder apreciar a paisagem, essa sim extraordinária.
Saindo de lá, com um vento gelado batendo na cara e, adivinhem, a chuvinha pentelha, fui andando pelas margens do Sena (passando frio, já que, tendo o dia amanhecido ensolarado, saí só de moleton...) até chegar na Notre Dame.
As laterais da Notre Dame ficam encolhidinhas entre um monte de lojas de souvenirs, todas vendendo as mesmas camisetas, os mesmos guarda-chuvas, os mesmo cachecóis. E no fundo, um jardinzinho que não é permitido cachorros, mesmo que com coleiras. Bom, pelo menos não se economizou espaço na praça que dá para a fachada principal, até porque não caberiam todos os turistas que foram lá para tirar fotos... hehe...
A verdade é que a igreja, majestosa por si própria, não precisa de mais espaço, já que ofusca todo o entorno...
Enfim, saindo de Notre Dame, passei pela Sorbonne, e fui direto para o Panthéon. Fica em uma praça onde também fica a entrada da Faculdade de Direito da Universidade de Paris (a SANFRANcesa... :P) e a Prefeitura do 5º Arrondissement. O grande trunfo do Panthéon, além do tal pêndulo de Foucault, são os ilustres ali enterrados: Victor Hugo, Voltaire, Rousseau, entre outros que os livrinhos não falam...
Como podem ver, eu não entrei, porque não sei se o Gabriel pentelhão vai querer ir ver também, então achei melhor esperar para não pagar 2 vezes. Achei um absurdo os estudantes da União Européia não pagarem nada para entrar. Que fique aqui registrado o meu protesto!
Os Jardins du Luxembourg são LINDÍSSIMOS. São suscintos, mas super bem cuidados, e lindos. Não há o que dizer.
Cansada e com frio, decidi me sentar um pouco, apreciar a paisagem e ler ao sol, para ver se esquentava um pouco. Quando de repente me chegar um senhor e puxa conversa. Ficamos um tempão “conversando”. Digo, ele falando francês e eu o assassinando.
Enfim, ele se chamava Florentino, e, apesar de morar a vários anos em Paris, nasceu na Galícia, Espanha. Ele, claro, perguntou se eu era japonesa e ficou surpreso ao saber que eu era brasileira. Discutimos sobre o quanto o Rio e o Brasil em geral são perigosos e como a França só passa essa idéia de que lá ocorrem roubos, drogas e tudo o que há de ruim. Enfim, expliquei para ele que tudo isso é verdade, mas que sabendo onde ir e quando ir, que não tinha problema. Ah sim, e pra nunca se ir sozinho. E que as praias são muito bonitas.
Ele falou que o Brasil, na França, é conhecido pelas mulheres bonitas, Rio de Janeiro e Carnaval. Nada de inesperado.
Ele pareceu não compreender que nem o Rio e nem São Paulo sejam a capital do Brasil, e sim Brasília, que imagino que ele nunca tenha ouvido falar...
Enfim, discutimos muitas outras coisas, como a inserção dos negros na França e nos Estados Unidos, de quão seguro é o Japão, sobre literatura, etc. Eu até deixei recomendado o Machado e o Jorge Amado, uma vez que tudo o que ele tinha ouvido falar em literatura brasileira era o Paulo Coelho, que por sinal, segundo ele é bem famoso na França, e passa bastante tempo na Galícia. Pensando agora com meus botões, deveria ter falado também sobre o Guimarães Rosa, bom, mas agora já foi.
De qualquer maneira, o sol foi indo embora, eu fui ficando com muito frio. O moço me convidou para tomar café, daí eu fiquei com medo e falei que estava com frio, o que não era mentira, e que queria ir pra casa. Foi o que fiz.
Quem diria?! Vc conversando com pessoas aleatórias na rua! E em francês ainda! Q orgulho!!!
ResponderExcluirAh, sobre os jovens da união européia não pagarem, vai se acostumando pq é assim em tdo lugar!
Vc pode tentar picaretar e dizer q é portuguesa e q esqueceu o passaporte em casa... Eu não recomendo a tentativa, principalmente pela sua cara "não-portuguesa", mas já testemunhei uma tentativa dessa ter sucesso...
Quem sabe se vc deixar o bigode crescer...