Chegando em Amsterdam, aeroporto lindo, gigante, cheio de esteiras rolantes e lojinhas. Mais 30 minutos na fila para passar na Polícia Federal e imigração. E todo o meu medo de ser deportada por causa do meu visto só me dar direito de entrar na França 3 semanas antes das minhas aulas começarem se provou infundado já que tudo o que me perguntaram foi:
- Qual é o seu destino?
- Paris.
- Você veio aqui a passeio?
- Não, eu vim estudar.
- Por quanto tempo?
- 6 meses.
- Ok.
Conexão para Paris em aviãozinho velhinho, ao lado de 2 orientais que não falavam inglês e nem francês, de maneira que a aeromoça pediu para trocar de lugar com eles para me sentar ao lado da porta de emergência. O que me levou a pensar que: já pensou se essa porta abre do nada?
Enfim, a porta não abriu do nada, nem eu precisei abri-la.
Chegando a Paris, malas chegueis encontradas. Um táxi velho, um motorista solícito, mas molenga, 40€ a menos e eu cheguei à minha humilde habitação pelos próximos 5 meses e 9 dias.
Depois de tocar muito a campainha, o porteiro abriu a porta e me ajudou a levar as malas pra cima, tarefa impossível para mim, como eu pude perceber no final do primeiro lance de escadas. Ao chegar ao meu apartamento propriamente dito, a porta 29, aquele choque: as coisas que eram mostradas nas fotos estavam todas aqui, mas tudo completamente imundo, não sujo tipo você-que-está-exagerando-sua-neurótica sujo, mas sujo bolas-e-mais-bolas-de-poeira-e-cabelo-por-todo-lado sujo! Depois do pequeno desespero inicial, de estar sozinha, de não dominar a língua e de estar tudo sujo. Saí para comprar alguma coisa para comer e algum produto de limpeza.
Comi um sandubão de queijo na esquina e fiquei a vida passar. Não entendi qual é a graça, mas vou tentar de novo. Mas pude reparar é que não existem Honda’s por aqui e que a traseira do Peugeot 207 é diferente da nossa. Aqui eles usam e abusam dos carrinhos: Smart, 107, Cinquecento, Mini Cooper, C1, C2, Yaris, entre outros. Bacana.
Andei, me perdi, lembrei que nos supermercados daqui não têm saquinhos plásticos, voltei para casa para pegar a minha sacola, saí de novo, comprei algumas coisas, me perdi de novo, cheguei em casa, limpei tudo praticamente como o Howard Hughes faria, desarrumei as malas e, finalmente, fui dormir. Ufa. Tentei, na verdade, porque estava tendo uma festa de aniversário na casa ao lado. E eles cantaram parabéns em francês, inglês e algum tio mala tentou começar a cantar em espanhol.
Nenhum comentário:
Postar um comentário